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Sim, o Pinterest é uma plataforma focada em inspiração. Entretanto, como disse André Loureiro, Diretor Geral do Pinterest na América Latina, ela pode ir muito além disso. “As pessoas estão usando o Pinterest como um passeio no shopping. Ou seja, sem objetivo, mas entendendo o que querem. O que a gente já sabe com base em nossa análise é que elas pretendem gastar mais com coisas para si, assim como comprar presentes no final do ano”. Com base nisso, é possível entender o mundo de estratégias de marketing de conteúdo que pode conversar com tais buscas. E, como verá mais adiante, em breve o a rede social se tornará mais um canal de vendas no Brasil!

Segundo uma análise do Pinterest, 50% dos pinners (termo para usuários da plataforma) esperam gastar mais em presentes. Isso ocorre porque esperam presentear mais os familiares, com grande expectativa de promover festas e receber pessoas em casa no fim de ano. “É preciso encontrar maneiras de participar dessa jornada no Pinterest. Aqui, eu recomendo utilizar conteúdos e comunicação relevantes para enriquecer a navegação dos pinners e gerar resultado para todos no final”, indicou Loureiro.

Entre os produtos mais buscados pelos pinners, batom de morango, dicas de perfumes femininos e maquiagem básica cresceram mais de 100% ao ano. Já na moda, termos como “sapatos confortáveis”, botas femininas” e “vestidos preto” são exemplos que dobraram o número de buscas. Por fim, em buscas sobre Eletrônicos e Eletrodomésticos os termos mais evidentes são “cases (celular) estilo” e “mini geladeira”.

Vendas no Pinterest
Uma das novidades apresentadas por Loureiro — com exclusividade no Fórum E-Commerce Brasil Grand Connection — é que o Pinterest lançará em breve no Brasil a oportunidade de venda de produtos de e-commerces na plataforma. “Já imaginou todos os elementos do mosaico compráveis? Sim, ao buscar uma ideia no Pinterest isso será possível a partir de um clique”, garantiu. Essa experiência também poderá ocorrer de outra forma. Por exemplo, imagine que você tirou a foto de um abajur. Com ela (ou uma referência obtida na internet), você encontrará o modelo ou uma peça baseada nas características para a compra.

 

Como Loureiro reforça, isso não se trata apenas de um conceito. “Foi realizada uma metanálise com 1000 campanhas fora do Brasil em relação a temporada de fim de ano do ano passado. As empresas que trabalharam nas campanhas de ativação de campanhas previamente, tiveram 5,2 vezes mais conversão e 2,9 vezes maior receita com usuários”. Ele reforça que não se trata unicamente de compras fechadas pelo Pinterest, mas sim que passaram por esse momento, mas foram convertidas em qualquer outra plataforma. “Trata-se da importância de buscar o momento de inspiração e tornar a jornada mais rica”, reforçou.

Como estratégia de preparo dessa jornada do usuário, Loureiro recomenda: “Tratam-se de experiências orgânicas, onde qualquer e-commerce pode conectar sua vitrine no Pinterest. A solução está aberta, e a forma rica de trabalhar é trazer de um lado os gatilhos de ação (vitrine, produto), e de outro trabalhar com conteúdo inspirador, com um lado mais inspiracional. No final do dia todos buscamos essa experiência. Há marcas que já se conectam com os consumidores nesse momento prévio da jornada e os conquistam na conversão”.

Por Giuliano Gonçalves, da redação do E-Commerce Brasil.

 

A aplicação de estratégias relacionadas ao consumo por meio das mídias sociais deixou de ser tendência. Agora, a pergunta que players do e-commerce se fazem é de como acompanhar as rápidas mudanças no comportamento do consumidor por meios dessas ferramentas.

O esclarecimento das formas de raciocinar negócios agora foi feito por Fabrício Fudissaku, head de Insights do Facebook IQ na América Latina. O profissional reforçou que a utilização de mídias sociais é uma realidade para consumir, mas o que querem as pessoas?

“O primeiro passo é ter em mente que as necessidades dos consumidores estão acima das ofertas das marcas. O caminho para qualquer empresa é nortear-se com base no comportamento dos usuários e, por meio disso, ocupar os mesmos espaços que eles”, diz.

Mas quais são os pontos principais para acompanhar o comportamento do consumidor e dividir os ruídos dos sinais? Fudissaku lista algumas formas de fazer isso:

1. Foco no presente (premissa básica)

Entender o agora para preparar-se ao futuro.

2. Qualitativo somado ao quantitativo

Ter conhecimento e usá-lo de forma objetiva, combinando metodologias e recorrendo aos caminhos mais benéficos.

3. Monitoramento no pulso

Entender que o crescimento não acontece em linearidade. A curva das novidades é exponencial e manter-se atualizado ajuda a monitorar situações.

4. Metodologia de trend spotting

Caminho por quatro etapas:

Observar: acompanhar o movimento do mercado
Hipótese: traçar estratégias e caminhos possíveis
Validação: estudo com consumidores
Projeção
Estrutura das tendências
Além de aprender a seguir o fio da meada no comportamento do consumidor, saber o porque uma tendência surge também é importante. É uma das formas, segundo o especialista, de imergir ainda mais em um novo universo e criar os produtos certos.

“O plano inclui três etapas: Contexto (por que isso acontece agora?), desenvolvimento das tendências (ferramentas, população, cenário) e projeção (e depois?). Durante a pandemia, por exemplo, alguns formatos de consumo foram modificados. Um dos fatores criados foi a regra dos 66 dias, que é o tempo necessário para um novo hábito ser criado. Este é apenas um dos gargálos que mostram o dinamismo desenvolvido nos consumidores”, complementa.

A seguir, Fudissaku encerrou com mais uma listagem, dessa vez de tendências de impacto direto no comportamento do consumidor. Veja:

1 – F.O.G.O (Fear Of Going Out)
As pessoas estão valorizando a segurança de consumir de dentro de casa. Por conta disso, 56% declaram que reduziram visitas a pontos físicos de venda e 51% pretendem comprar de marcas com opção de assinatura. São inovações que atendem a necessidade do contactless, bem como a opção de comprar online e retirar na loja.

2 – Inovação tecnológica
O investimento em realidade aumentada (AR) e realidade virtual (VR) nos próximos anos deve aumentar ainda mais. Atrelado a isso, mais pessoas devem usar e se interessar por essas tecnologias. Atualmente, 65% dos consumidores querem conhecer melhor um produto sem ir à loja, o que cria um ambiente favorável à essas novidades.

3 – Compra invisível
A ideia de comprar um produto sem saber exatamente o que está pagando também pode ser cada vez mais atraente. Uma espécie de promoção com um preço atrativo para um produto “surpresa” atrai o comprador atual.

4 – Demandas reprimidas
Viagens, confraternizações, práticas de esportes e outros eventos postergados em meio à pandemia irão acontecer.

5 – Social gaming
Plataformas de jogos serviram para encontros sociais durante o isolamento. A pandemia ajudou nessa evolução da “mesa de bar do futuro”, estimulando companhias a investirem neste tipo de evento híbrido ou 100% virtual.

Por Lucas Kina, em cobertura especial para o Fórum E-Commerce Brasil.

Segunda, 04 Outubro 2021 05:09

O fenômeno do marketplace no Brasil de 2021

A possibilidade de aproveitar e-commerces que recebem centenas de milhões de visitas por mês para que pequenas empresas anunciem seus produtos é um fenômeno que não para de crescer. Para explicar o desenvolvimento desse modelo de vendas, Felipe Mendes, general manager Latin America da GfK, apresentou um estudo que traça as principais engrenagens que fazem o marketplace acelerar e render no Brasil, no Fórum E-Commerce Brasil – Grand Connection.

Em uma análise do e-commerce brasileiro, é possível perceber que pouco mais da metade da base de sellers se classifica como dono do próprio negócio e a maioria (32%) das empresas se denomina como pequenas ou micro. Com sedes concentradas em São Paulo e sellers em categorias complexas, um terço das empresas afirma que têm até três funcionários.

Outra característica levantada por Mendes é a de que a pandemia foi um claro acelerador para marketplaces: 84% das empresas entrevistadas vendem por esse modelo, que é a opção mais citada, quando comparada à vendas em loja física, loja própria online e whatsapp.

“Essa expansão também pode ser vista no faturamento, que dobrou em 2020 no canal online e segue tendência de crescimento em 2021”, assegura. Segundo um estudo apresentado em junho deste ano, dentro do universo online, que alcançou 44% de importância em 2021, o marketplace ganha força e já representa um quarto das vendas das categorias principais de bens duráveis.

A partir dos dados anunciados, Mendes deixa como provocação para os empresários, o teste de estratégias considerando sellers, shoppers e marketplace, além de tentar resolver a complexidade crescente do seller para fidelizar o consumidor.

Por Marina Teodoro, em cobertura especial para o Fórum E-Commerce Brasil.

 

A norte-americana Amazon vai abrir dois centros de distribuição no país ainda este ano. O pontapé inicial será no Rio de Janeiro, onde a companhia ainda não tinha operação própria. A gigante do comércio eletrônico anunciou na terça-feira (14) a abertura de um espaço de 30 mil m² em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Em seguida, será a vez de estrear em Fortaleza, capital do Ceará.

A estratégia é reforçar a atuação, de olho nas vendas de Black Friday e Natal. Atualmente, a Amazon vem enfrentando forte concorrência com outras empresas do setor de comércio eletrônico, como Mercado Livre, Americanas, Magazine Luiza e redes de varejo, que vêm investindo em entregas ultrarrápidas, além de ampliarem suas operações logísticas.

Mil empregos no fim do ano
Com a chegada no estado do Rio e, em breve, no Ceará, a Amazon vai reforçar sua atuação geográfica no país. Hoje, a companhia conta com dez centros de distribuição, dos quais quatro são localizados em São Paulo, além de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Pernambuco e Distrito Federal.

Segundo Ricardo Pagani, diretor-geral de Operações da Amazon no Brasil, o novo espaço no Rio de Janeiro vai gerar até mil empregos durante a temporada de fim de ano. Em um primeiro momento, estão sendo geradas 200 vagas diretas.

O novo centro de distribuição em São João de Meriti tem um espaço equivalente a quatro campos de futebol. O objetivo é aumentar a cobertura geográfica para permitir a entrega mais rápida dos produtos. Hoje, a empresa conta com entrega em 48 horas em 700 cidades dentro do programa de fidelidade Prime.

“Montamos os centros de distribuição em localizações estratégicas para aproximar os itens dos clientes e acelerar a velocidade de entrega. O espaço vai abastecer o estado do Rio e outros locais do Brasil. Até o fim do ano, vamos abrir outro centro em Fortaleza”, diz Pagani.

A empresa, que já conta com 5.200 funcionários diretos na área de operação no Brasil, vai ainda desenvolver um programa de apoio aos parceiros locais. Essa lista inclui empreendedores e transportadoras próximos aos centros de distribuição.

 

Fonte: Agência O Globo, via IG

 

Carolina Wischhoff e Maria Emília Abreu usam a própria experiência como mães para criar os itens da Zero a Oito

No primeiro ano de vida de uma criança, muitos pais e mães gostam de comemorar o mêsversário — uma celebração mensal desde o nascimento. Carolina Wischhoff, 38 anos, é uma das que tinha vontade de fazer a comemoração. No entanto, após o nascimento do filho, estava tão cansada que só conseguiu fazer o primeiro mês. “Senti falta de um produto que fosse prático e que a própria mãe pudesse fazer a foto em casa”, afirma a empreendedora.

Criou o tapete de mêsversário, em que é possível tirar fotos das crianças conforme os meses vão passando. O produto foi o primeiro item da Zero a Oito, e-commerce de produtos infantis que começou a operar no início de 2019. A marca digital teve um crescimento de 100% em 2020 e fechou o ano com faturamento de R$ 1,5 milhão

 Assim que teve a ideia, no final de 2018, Wischhoff fez uma publicação nas redes sociais em um grupo com outras mães para perceber se outras pessoas teriam interesse. Com respostas positivas, a empreendedora chamou a amiga Maria Emília Abreu, que também é mãe, para começar o negócio.

A ideia sempre foi ter mais produtos do que o tapete e, para isso, nomearam o negócio de Zero a Oito — indicando que seriam atendidas crianças com até oito anos de idade. Segundo a empreendedora, o diferencial é ter mães nos bastidores. “Prezamos muito para que nossas colaboradoras tenham a experiência da maternidade. Isso gera inovação e comunicação mais empática com as clientes”, diz Wischhoff.

E as dores das próprias sócias inspiram os lançamentos. O kit para desfralde, por exemplo, veio de uma dificuldade que Abreu sentia com as filhas. Elas então lançaram uma linha de calcinhas e cuecas para estimular as crianças, com estampas lúdicas que tornam o momento de ir ao banheiro mais divertido.

Outro lançamento — que se tornou a linha mais vendida da marca — foi o conjunto para mães e bebês usarem ainda na maternidade. “Foi algo que pensei porque as fotos que tirei no hospital não ficaram boas”, diz Wischhoff.

Por ser uma marca nativa digital, a Zero a Oito não sentiu grandes impactos da pandemia do novo coronavírus. A expectativa agora é continuar com o crescimento acelerado e aumentar a linha de produtos. Com isso, o negócio espera fechar o ano com faturamento de R$ 3 milhões.

Fonte: PEGN

Para a entidade, a pandemia e preocupação com meio ambiente podem ter impulsionado o mercado

A abertura de estabelecimentos que comercializam produtos de segunda mão teve um crescimento de 48,58%, entre os primeiros semestres de 2020 e 2021, de acordo com levantamento do Sebrae, com base em dados da Receita Federal. Para a entidade, a pandemia de covid-19, que aumentou o controle financeiro das famílias, e a preocupação cada vez maior com a preservação do meio ambiente, podem ter sido fatores que impulsionaram o mercado de produtos usados no país.

A empresária Carolina Fonseca, de 39 anos, viu isso ocorrer na prática. Ela é proprietária do brechó de roupas Musa Moda Circular, em Brasília, e relata o aumento nas vendas e na abertura de brechós nesse período, principalmente de lojas online.

Para ela, as pessoas estão normalizando a compra de produtos usados e revendo hábitos de consumo, principalmente aqueles que ficaram em home office durante a pandemia. “As pessoas me traziam grande quantidade de desapegos. Elas passaram a rever o que tinham no guarda-roupa e viram que não faz mais sentido manter todas essas roupas. Além de passar mais tempo em casa e, teoricamente, ter esse tempo de repensar a própria vida. Vi esse movimento minimalista”, disse Carolina.

Segundo o Sebrae, foram abertas, no primeiro semestre desse ano, 2.104 novas empresas no segmento, sendo 1.875 microempreendedores individuais (MEI) e 229 empresas de pequeno porte. No mesmo período do ano passado, haviam sido criadas 1.298 MEI e 118 pequenas empresas. Segundo a entidade, o incremento na abertura de novos negócios no comércio de produtos usados verificado entre os seis primeiros meses de 2020 e 2021 é o maior em seis anos.

O levantamento abrange o comércio varejista de moedas e selos de coleção, livros e revistas e outros artigos usados, como móveis, utensílios domésticos, eletrodomésticos, roupas e calçados e material de demolição.

Tendências de mercado
De acordo com o Sebrae, essa é uma tendência mundial e pesquisas feitas em outros países comprovam que o mercado de usados ainda tem espaço para crescimento. A entidade cita a pesquisa feita pela ThreadUP, uma das principais plataformas de revenda de roupas nos Estados Unidos, que apontou que os valores movimentados nesse segmento dobraram desde 2019 e a projeção é que tripliquem até 2025.

A pesquisa da ThreadUP também detectou que os principais varejistas de vestuário já estão planejando como potencializar esse mercado e um dos caminhos escolhidos é a formação de parcerias. Para 60% deles, por questões logísticas, a forma mais viável de alcançar novos mercados é se unir às empresas já especializadas no segmento. Ainda assim, 28% dizem que pretendem estruturar uma operação própria.

Para os empreendedores brasileiros, o Sebrae recomenda conhecer seus nichos de mercado, além de estabelecer presença no mundo digital, que pode favorecer uma captação maior de clientes e maior recorrência de compras das mercadorias.

Carolina, por exemplo, hoje só trabalha com o comércio digital. Por questões de segurança, no início da pandemia de covid-19, em março de 2020, decidiu fechar o showroom que tinha em casa, onde atendia por hora marcada, e concentrou os esforços na promoção do seu site da loja Musa e da página no Instagram.

“Quando migrei totalmente para o online vi que funcionava melhor, tinha uma frequência maior de vendas e as pessoas estavam mais abertas por causa da pandemia”, disse, explicando que, como todo comércio digital, oferece garantia das peças e possibilidade de devolução em sete dias. “A pandemia deu essa brecha e eu aproveitei”, ressaltou.

Com informações de Agência Brasil

A pandemia da covid-19 mudou as dinâmicas de consumo e fez o varejo, em especial o e-commerce, passar por um processo de aceleração. O momento do e-commerce brasileiro foi tema de um dos painéis dessa terça-feira (14) do Latam Retail Show, principal evento de varejo e consumo B2B da América Latina, que tem cobertura especial da plataforma Mercado&Consumo.

Segundo pesquisa da Nielsen, as vendas do e-commerce brasileiro chegaram a R$ 53,4 bilhões só no primeiro semestre de 2021, um recorde, e cresceram 31% em relação ao mesmo período em 2020. Foram 42 milhões de pessoas comprando pelo e-commerce, sendo que, desses, 6,2 milhões eram novos usuários.

“Estamos vendo um e-commerce que continua batendo recordes e que continua com crescimento muito expressivo”, afirma Roberto Butragueño, diretor de Atendimento ao Varejo da Nielsen. Para Butragueño, Black Friday desse ano será muito positiva, assim como a do ano passado.

Supermercados e superapps
O head de E-commerce do Grupo Pão de Açúcar (GPA), Rodrigo Pimentel, afirmou que a pandemia acelerou o processo que de digitalização de todos os setores. “Como o GPA já estava muito forte no digital, isso nos permitiu agir mais rápido e dentro de um setor essencial durante a pandemia.”

Ele falou sobre o processo de aprimoramento da rede de supermercado, que já possuía um e-commerce e aplicativo, mas passou por um ponto game changer. “A gente resolveu se abrir para o mercado e participar de tudo que está acontecendo”, disse, mencionando a entrada do grupo em todos os aplicativos de entrega.

Foi também do ano passado para cá que os aplicativos de entrega, que já eram relevantes para os restaurantes, entraram de maneira intensa no setor de produtos básicos. A principal mudança foi, justamente, a realização de parcerias com supermercados que não possuíam uma plataforma de venda. A presença em ecossistemas de deliveries se tornou necessária diante das restrições impostas pela crise sanitária mundial.

Demanda inesperada no e-commerce
A diretora de Restaurante da Rappi, Ana Szasz, contou que ninguém estava preparado para essa demanda. “Fomos de um momento planejado para um momento inesperado.” O delivery, durante esse período, passou por um processo de ressignificação, e a ação de pedir refeições e de produtos se tornou uma necessidade. “A gente viu o delivery se reinventando, e quem acreditou que o que estávamos vivendo era o novo normal conseguiu se virar.”

Ana destaca que nos dias de hoje o grande avaliador é o usuário, e não mais instituições, como era antigamente. “Hoje a gente vive um mundo de comunidades, uma vida nas mídias sociais, e o usuários estão lá. Eles é que estão avaliando o seu serviço e produto”, finaliza.

Fonte: Mercado&Consumo

O comércio eletrônico anda de mãos dadas com o movimento de pagamentos digitais e a criptografia vem revolucionando o segmento varejista.

Atualmente os players têm mais a ganhar nesta era de interrupções alimentada por blockchain.

Compradores sem fronteiras
A Internet possibilitou um mercado sem fronteiras para os varejistas, já que os comerciantes não estão mais limitados a atender os clientes nas lojas físicas.

No entanto, a indústria de pagamentos tradicional não foi projetada ou equipada para dar suporte a esse mercado sem fronteiras.

Algumas empresas conseguem contornar os custos usando um banco adquirente que apoia o processamento em várias moedas, direcionando clientes a distribuidores locais ou registrando uma filial em um país onde ocorrem grandes volumes de vendas.

Essas opções são caras e inviáveis para as empresas menores que mais sofrem o impacto das taxas.

Os pagamentos criptográficos são uma alternativa, reduzindo a desordem para comerciantes e consumidores, eliminando as taxas de câmbio de moeda estrangeira e facilitando os pagamentos transfronteiriços contínuos.

Combate à Fraude

Os estornos de cartão de crédito ocorrem quando um cliente solicita seus fundos de devolução de banco para uma compra.

Projetado para proteger os consumidores contra fraudes, os estornos devem ser iniciados durante um período de tempo específico, normalmente 120 dias após a compra inicial.

Durante esse tempo, o comerciante perderá o dinheiro da venda e poderá pagar uma multa.

O processo é demorado e geralmente favorece o consumidor.

Outro problema é que muitos pedidos de estorno são fraudulentos, a chamada fraude amigável.

A imutabilidade do Blockchain torna virtualmente impossível para fraude amigável e estornos, colocando o poder de volta nas mãos do comerciante e dando-lhes a autoridade final sobre o “reembolso” de um cliente.

Transações de alta velocidade

O tempo que os estabelecimentos que aceitam pagamentos com cartão de crédito levam para receber os fundos pode variar de 24 horas a três dias, impactando o capital de giro.

A razão por trás desse atraso é o processo de várias etapas pelos quais os fundos devem passar para mover-se de uma conta bancária para outra, com muitas partes envolvidas.

Eliminando a necessidade de vários intermediários, as finanças mediadas por blockchain preparam o terreno para tempos de liquidação de transações mais rápidos.

Eliminando taxas

Além de possíveis taxas de câmbio e internacionais, os pagamentos com cartão de crédito incorrem em taxas de processamento padrão de 2 a 4% (ou mais) para cada transação – sem mencionar as taxas de configuração, mensais e outras.

Essas taxas afetam consideravelmente os resultados financeiros.

As empresas estão acorrentadas a esses custos e muitas vezes não entendem totalmente a divisão das taxas no processo de faturamento menos que transparente.

Sem taxas de intercâmbio e com taxas de processamento tão baixas quanto 0,5%, aceitar pagamentos criptográficos ajuda as empresas a se tornarem mais econômicas.

Vantagem competitiva

A aquisição de novos clientes é um dos empreendimentos mais caros para empresas ambiciosas que estão tentando aumentar a participação no mercado e aumentar os lucros.

Novas linhas de produtos, promoções de preços, comunicações de marketing e parcerias são ótimas maneiras de garantir a participação da mente e do bolso, mas também exigem um investimento inicial.

As empresas que aceitam uma gama diversificada de métodos de criptografia de pagamento podem acolher um novo público, dando-lhes uma vantagem sobre os concorrentes sem ter que mudar seu produto principal.

Por: Rubens Neistein, Business Manager da CoinPayments, primeira processadora de pagamentos em criptomoedas e líder mundial no setor.

Fonte: Jornal Contábil

Geração Z está cada vez mais preocupada com o consumo consciente e em viver experiências, se afastando do “desejo” da casa e do carro próprios

A geração Z está de cara nova. Ou melhor, está com novas prioridades de consumo. Os nascidos entre 1995 e 2010 estão cada vez mais preocupados com o consumo consciente e com pautas sobre a sustentabilidade. O desejo de ajudar pequenos comércios é também uma forte característica entre os seus membros que, cada vez mais, deixa o sonho da casa própria e do carro de lado. Mesmo para aqueles que já deixaram a segurança dos lares de seus pais.

Segundo o jornal Folha de S. Paulo, o novo perfil de gastos e construção de patrimônio da geração Z se apresenta com uma mudança “radical” quando comparamos com outras gerações. Como consequência o foco do consumo é direcionado para “novas experiências, estudos e lazer em um orçamento enxuto”.

“Essa é uma geração que não vai querer possuir, mas vai querer usar. É o caso de usar aplicativo de transportes, por exemplo, o aluguel de bicicletas e até o Airbnb”, afirma Alexandre Mutran, professor da ESPM, em entrevista a Folha de S. Paulo. Essa geração não vai se encaixar numa avaliação de consumistas, mas vai fazer reservas para adquirir o que eles acham importante.

Experiência digital: o ponto em comum para as gerações
A experiência digital pode trazer uma leitura dos interesses em comum entre as diferentes gerações pois se trata de uma evolução que envolve todas as idades. Existe um estudo feito pela CNDL (Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas) e pelo SPC Brasil o qual aponta que nove em cada dez pessoas realizaram uma compra online nos últimos 12 meses.

O estudo envolveu 958 pessoas maiores de idade e de todas as classes econômicas. Dentre os entrevistados, 55% afirmaram que pediram comida por aplicativo de delivery, 45% compraram artigos de vestuário, 37% adquiriram com celulares e 36% gastaram com streaming de filmes e séries, conforme destacou a publicação.“Esse movimento voltado para o digital já era uma tendência, mas foi acelerado pela pandemia”, afirmou a especialista em finanças da CNDL, Merula Borges.

Não é segredo para ninguém que a geração Z chama a atenção das marcas, mas quando pensamos em digitalização e na experiência digital, o leque de possibilidades é ampliado. E com a personalização, diferentes integrantes de diferentes gerações podem criar matches únicos. Pensando nos baby boomers, por exemplo, o seu poder de compra e engajamento é bem maior quando comparado à geração mais nova.

Mudanças no padrão de consumo
Ainda que possamos afirmar que a geração Z está mais preocupada em ter um consumo mais consciente, especialistas alertam para a relativação da mudança de padrão de consumo. Pode estar relacionada ao momento que a pessoa está vivendo e envolve também questões como a criação e a classe social. “Existe também uma disparidade de realidades que também precisa ser considerada”, afirmou Mutran, da Aon.

“Enquanto o jovem da classe média aluga uma bicicleta para lazer, o jovem da periferia talvez precise fazê-lo para ir trabalhar como entregador de aplicativos, por exemplo. E isso se estende para a construção de patrimônio. Enquanto alguém que tenha condições de pagar Uber possa não almejar um carro próprio, ter uma moto pode ser aspiracional para o jovem de periferia. É algo para que ele possa ir ao trabalho, mas que também use para sair com os amigos”, completou o executivo.

O planejador financeiro Carlos Castro, da Planejar, disse à Folha que outro aspecto relevante para traçar as diferenças de perfil de consumo e de gastos entre as gerações é a adoção da tecnologia.

“Os millenials [nascidos entre 1980 e 1984] são a geração de transição da tecnologia, tendo passado parte de sua infância já se adequando a essa realidade. Da outra ponta, temos os dois extremos: enquanto aqueles da geração X demoraram alguns anos para conseguirem se adequar ao mundo tecnológico, a geração Z é completamente nativa digital. E isso também se traduz em hábitos de consumo, por exemplo”, disse Carlos.

Fonte: Consumidor Moderno

A DHL Express anunciou que planeja investir mais de US$ 360 milhões até 2022 na construção de novas instalações e expansão de sua infraestrutura atual para atender os principais mercados das Américas. A companhia, que é líder global em armazenagem, distribuições e serviços expressos, deseja reforçar a sua rede aérea na região com novas rotas de voos direitos.

Os investimentos acompanham o crescimento do volume de e-commerce B2C e B2B, que teve uma alta 33% na média diária de remessas em todos os países do continente durante o primeiro trimestre de 2021 em relação com o ano anterior. O crescimento no Brasil foi ainda maior, com aumento de mais de 50% na comparação dos períodos.

Os recursos servirão para aplicar novas tecnologias com o objetivo de melhorar a eficiência operacional. Os investimentos devem proporcionar um aumento de quase 30% na capacidade de volume da companhia até o final de 2022.

“O crescimento nos volumes de embarque do comércio eletrônico continuará pressionando a capacidade de carga aérea do setor, o que tem levado a investimentos contínuos em novas aeronaves e rotas dedicadas”, afirmou Mike Parra, CEO da DHL Express Americas. A empresa pretende adicionar oito aeronaves em sua frota entre 2022 e 2024.

Os planos de investimento da DHL no Brasil incluem o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, principal hub de cargas do país, que terá um processamento das remessas internacionais mais rápido. Além disso, o terminal aeroviário passará a utilizar energia solar e captação de água da chuva para reuso, parte do compromisso da empresa para zerar emissões de CO2 até 2050.

Mesmo com a pandemia, a DHL não adotou as medidas disponibilizadas pelo governo brasileiro, como a suspensão temporária de contrato e a redução de jornada de trabalho e salário. A empresa está em expansão no país com crescimento de cerca de 30% no número de promoções de funcionários em 2021 em comparação ao ano anterior.

Recentemente, a DHL inaugurou duas novas lojas próprias de varejo, em Itajaí/SC e Guarulhos/SP, para aperfeiçoar atender as novas demandas de mercado. No ano passado, a empresa estava entre as interessadas em comprar os Correios, em uma eventual privatização.

Fonte: TecMundo

 

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