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O comércio eletrônico paulista faturou 23,8% a mais no terceiro trimestre de 2020, em comparação com o mesmo período do ano passado. No intervalo analisado, o setor faturou R$ 6,87 bilhões, R$ 1,3 bilhão acima do resultado de 2019. Os dados são da PCCE (Pesquisa Conjuntural do Comércio Eletrônico) da Fecomercio-SP (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo), realizada em parceria com EbitNielsen.
Para a Fecomercio, os números devem permanecer positivos com as compras de Natal e o balanço da Black Friday, ocorrida na última semana. No entanto, o resultado registrado é menor do que o do segundo semestre, quando o setor cresceu 54,4% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Considerando apenas o acumulado de 2020, o crescimento no faturamento real do e-commerce no estado de São Paulo é de 30,9%, em comparação a 2019 - um aumento de R$ 19,9 bilhões. Para a entidade, "os dados reforçam o entendimento de que o comércio eletrônico foi fundamental para gerar renda e garantir a sobrevivência dos negócios que tiveram de fechar as portas em meio à pandemia. Além disso, aponta para a importância de promover uma digitalização dos negócios, como abrir uma comunicação mais fluida com os clientes via redes sociais, aplicativos e marketplaces".

No terceiro trimestre, a Fecomércio aponta que o aumento foi encabeçado principalmente pelo desempenho de bens duráveis, que representaram um faturamento de R$ 4,9 bilhões no período - 36,5% a mais do que no terceiro trimestre de 2019. O movimento se explica pela necessidade de as pessoas, em quarentena, ajustarem os itens domésticos, tanto para o trabalho como para a educação a distância. A PCCE é realizada trimestralmente pela Fecomercio-SP a partir de informações fornecidas pela EbitNielsen.

Fonte: Economia UOL

FecomercioSP diz que curva ascendente deve continuar em 2021

O setor do comércio eletrônico do estado de São Paulo deverá fechar o ano com faturamento de R$ 29,2 bilhões, montante 32% superior ao registrado em 2019. A previsão, divulgada hoje (9), é da da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

De acordo com a entidade, a curva ascendente deverá continuar em 2021. “Com mais consumidores se adaptando às compras online e em meio às incertezas diante de uma segunda onda da pandemia, o comércio eletrônico deve crescer 6% no próximo ano, atingindo a cifra de R$ 31,1 bilhões”, destacou a FecomercioSP em nota.

Segundo a entidade, os resultados expressivos do comércio eletrônico em 2020 estão relacionados principalmente à demanda de produtos duráveis, como os da linha branca e os computadores, que deverão fechar o ano com crescimento de 39%. “Isso se explica pela necessidade de muitos lares na adaptação à rotina da quarentena, o que incluiu a compra de dispositivos eletrônicos e móveis.”

A compra de itens semiduráveis, como roupas e calçados, também deverá encerrar o ano com alta significativa, de 25%.

Edição: Aline Leal

Fonte: Agência Brasil

Empresário deve se preparar para atender demandas dos clientes tanto de forma presencial quanto online

Diante das mudanças no comportamento de consumo trazidas pela Covid-19, a expectativa é que o Natal seja mais digital neste ano. Mesmo com a reabertura dos estabelecimentos e o retorno do atendimento presencial, os empresários devem pensar em estratégias de vendas que contemplem os clientes que vão optar pelas compras online.

Na loja de games do empreendedor Roger Glasser, em São Paulo, nos últimos finais de ano, ele tem apostado em uma estratégia para agradar o cliente com promoções que realmente valem a pena. A ideia foi criar uma lista de intenções de compra de acordo com o interesse dos clientes. Segundo Roger, a experiência tem dado muito certo. “Com essa lista fica mais fácil para negociarmos descontos maiores com nossos fornecedores, tendo em vista que oferecemos produtos que variam de R$ 300 a R$ 1 mil”, comentou.

Estudo global “Back to Business, Holiday Edition”, realizado pela Visa em oito mercados ao redor do mundo, incluindo o Brasil, apontou que 54% dos brasileiros entrevistados vão realizar a maioria das compras de final de ano no comércio eletrônico. A pesquisa mostra, que apesar da crise, 89% dos brasileiros pretendem fazer compras de Natal, sendo que a maioria (58%) deve optar por apoiar o comércio de bairro e por concentrar mais da metade das compras nesses tipos de estabelecimentos, seja de forma presencial ou online.

De acordo com gerente de relacionamento com o cliente do Sebrae, Enio Pinto, o otimismo do para as vendas do final do ano já começou com a Black Friday, marcada oficialmente para a próxima sexta, 27 de novembro. Segundo ele, 2020 pode ser considerado o ano do comércio online. “Os consumidores digitais vieram com tudo e mesmo quem tinha receio de comprar online, enxergou esse modelo como uma alternativa para continuar o consumo em meio à pandemia”, analisou.

O especialista alerta que os empresários devem ficar atentos aos legados da pandemia na hora de planejar as vendas natalinas. Para orientar os donos de pequenos negócios que estão pensando em incrementar as ações na temporada, ele fez uma lista com cinco dicas de estratégias de vendas:

1. Solucione problemas

Oferecer soluções rápidas para as necessidades dos seus clientes é uma ótima maneira de fazê-lo voltar. Por isso, crie pequenas listas com sugestões de presentes, pois muitas pessoas têm dúvidas do que comprar para presentear amigos e familiares. Aproveite os recursos das redes sociais para isso, mostrando o benefício do seu produto ou serviço. Lembre-se que esse foi um ano diferente e que mais do que presentes, as pessoas querem se sentir queridas.

2. Fidelize os clientes por meio de uma experiência de compra

O Natal é uma grande oportunidade de aumentar os lucros, mas também um ótimo momento de criar relações duradoras com os seus clientes. Então, invista em um atendimento impecável e mostre que está disposto a ajudá-lo com uma experiência de compra diferenciada. Ofereça catálogos virtuais com os produtos por meio do Whatsapp, por exemplo, e fique à disposição para dar suporte em caso de dúvidas. Ofereça um serviço de entrega para o produto escolhido diretamente para o presenteado com cartões personalizados.

3. Crie condições de pagamento atrativas e ofereça boas oportunidades

Descontos e ofertas são boas formas de estimular o consumo. Com a digitalização dos meios de pagamento, ficou ainda mais fácil para realizar compras. Você pode disponibilizar entregas gratuitas dos presentes, a partir de um determinado valor; oferecer cupons de desconto na primeira compra online no site da loja, ou ainda disponibilizar vale presentes virtuais.

4. Invista na decoração temática para atrair o público

O espírito natalino deve estar presente tanto na sua loja física quanto nos seus canais de vendas digitais. Utilizar as redes sociais para mostrar a decoração da sua loja física é uma forma de atrair o público e estimular que visite o local. Capriche nas fotos da decoração e aproveite para criar um clima natalino com postagens temáticas.

5. Treine sua equipe tanto de venda como de suporte

Não adianta fazer um bom planejamento e deixar seu consumidor insatisfeito. Muitas empresas contratam mais funcionários nessa época, mas é preciso capacitá-los sobre a empresa e os serviços. Lembre-se que o consumidor está cada dia mais informado e exigente. Além disso, as vendas online apresentam uma dinâmica que requer agilidade para não correr o risco de perder a venda para a concorrência por causa de lentidão no atendimento. Deixe claro seu horário de atendimento nos canais digitais.

Fonte: Agência Sebrae

O Natal é uma das datas mais lucrativas do comércio e embora este ano tenha sido atípico, por conta da pandemia do coronavírus, os consumidores estão animados para o período de festas e já começaram a comprar os presentes para os familiares e amigos. Entretanto, a maneira de realizar às compras passou por mudanças. As compras digitais vêm ganhando cada vez mais força durante este período, o que mudou, é a forma como esse presente pode ser adquirido e entregue, sem a necessidade de contato físico ou de sair de casa.

Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 47% dos brasileiros pretendem comprar os presentes de Natal pela internet este ano. Mesmo quem tinha receio de comprar online, viu na modalidade uma alternativa de presentear sem deixar a data passar em branco.

A analista do Sebrae Taiane Jambeiro comenta que essa adesão ao virtual é uma tendência que veio para ficar, portanto as empresas precisam se adaptar para atender essa demanda e sair na frente da concorrência: "É necessário fazer ajustes para continuar mantendo as operações e se destacar"..

Taiane expõe que o empreendedor que passou a trabalhar com loja virtual, precisa fazer um planejamento para fidelizar o cliente, independente do momento, é fundamental que as empresas percebam quais são as motivações dos clientes para realizarem suas compras. Além disso as empresas precisam garantir a segurança dos dados dos clientes que optarem pelo e-commerce, o custo-benefício, comodidade e a segurança das compras online é um diferencial para esse segmento e podem oferecer aos clientes serviços de cartões virtuais, gerando a sensação de proximidade e interação quando a pessoa receber o presente.

Para o consultor financeiro Antônio Carvalho, essa forma de comprar o presente de Natal é vantajosa, pois no marketing existe o chamado "custo total", que não é baseado somente nos gastos financeiros e sim no esforço que o consumidor faz para ter acesso ao produto, como deslocamento, combustível ou filas. Já o e-commerce oferece o conforto de permanecer em casa. Outro ponto positivo é que nas festas de final de ano há muita aglomeração nas ruas o que dificulta a pesquisa de preço. Pela internet é possível comparar os preços.

Ele ainda relata, que em alguns casos onde o frete é cobrado é necessário analisar as vantagens entre o virtual e o físico, pois o cliente quer qualidade no atendimento, preço acessível e conveniência na compra e envio do produto.

Essa modalidade foi escolhida pela estudante de jornalismo Beatriz Faria, moradora de Salvador. Ela passou a fazer compras pelos canais digitais por causa da pandemia. O namorado teve que retornar à cidade natal no interior do estado. E a estudante conta que essa foi a opção encontrada para presentear o amado no Dia dos Namorados. Quando comprou pela primeira vez, pagou pelo frete para receber em casa e depois pagou novamente para enviar pelos Correios. Por conta do custo e da comodidade, agora ela vai enviar diretamente para o namorado, ou seja, na hora de preencher o endereço de entrega, ela vai colocar o dele. "Os gastos são mais em conta e como não podemos estar juntos é a forma que encontrei de presentear", fala.

Na hora da compra

Os consumidores que escolhem pelo comércio eletrônico ao adquirir um produto, podem deixar passar despercebidos alguns detalhes, como garantia, prazos para envio, trocas, principalmente se tratando de presente, onde geralmente não é entregue a nota fiscal.

Então o que fazer nesses casos? O superintendente do Procon, Filipe Vieira, esclarece que ao realizar uma compra pela internet, onde o consumidor não tem como provar ou olhar fisicamente o produto, no período de até 7 dias de recebida a mercadoria e a mesma não sendo o esperado, o cliente tem o direito de fazer a troca sem nenhum custo, mas é necessário fazer uma reclamação na loja dentro desse prazo. O direito de arrependimento é válido apenas para compras feitas em canais digitais, como internet e telefone.

Ainda segundo o superintendente, as informações do prazo de entrega devem constar na hora da compra para que o consumidor possa fazer seu planejamento. Outro fator importante a ser observado refere-se a despesas adicionais que podem ocorrer com fretes ou taxas. Nos casos das trocas a empresa deve informar ao comprador como funciona o sistema na hora da compra.

Caso o presenteado não tenha a nota fiscal, é recomendado que seja mantido na íntegra as características do produto, como etiquetas, e, se mesmo assim a empresa se negue a fazer a troca, o consumidor pode exigir do estabelecimento uma segunda via da nota.

Fonte: A Tarde - UOL

Expectativa é de que as vendas atinjam R$ 6,9 bilhões via internet

A recomendação para ficar em casa para evitar a transmissão do coronavírus impactou, e muito, no e-commerce brasileiro. Para se ter uma ideia, desde o começo da pandemia o país ganhou mais de 150 mil lojas virtuais e mais de 7 milhões de consumidores que nunca tinham comprado nessa modalidade. Otimista, a Associação Brasileira do Comércio Eletrônico (ABComm) divulgou uma estimativa para a Black Friday, feita em parceria com o Neotrust/Compre&Confie. Conforme o levantamento, há expectativa de crescer 77% em relação ao ano anterior, atingindo R$ 6,9 bilhões em vendas. A Black Friday ocorre nesta sexta-feira (27).

Os dados, define Samuel Gonsales, diretor do e-commerce Brasil, portal de entrega de conteúdo para o setor, são estarrecedores. Segundo ele, foi percebida uma mudança nas compras efetuadas no período.

— As pessoas não compravam na categoria de supermercado e passaram a comprar. Não compravam moeda estrangeira e começaram a comprar. Não é nem o perfil que mudou, mas é que temos novos segmentos impulsionando — diz.

Com isso, os intervalos entre as compras também diminuíram.

— Pessoas que compravam roupas online faziam isso quatro vezes ao ano. As mais "empolgadas", seis. Agora, supermercado você precisa fazer uma vez por semana — completa Gonsales.

Para a Black Friday, o diretor aposta em uma mudança muito grande no comportamento dos consumidores, que não devem mais passar a noite do lado de fora das grandes lojas esperando a abertura cedo da manhã — em Porto Alegre isso não deve ocorrer, respeitando os horários estabelecidos para o comércio durante a pandemia. Para Gonsales, os compradores já assimilaram a comodidade e a conveniência de comprar pela internet. Além disso, as compras online permitem, por meio do uso de determinadas ferramentas, a comparação de preços.

— A expectativa é ter o melhor ano de todos os tempos para o e-commerce, com um incremento de 20% em relação a 2019. Talvez, não se veja tanto aquelas ofertas de 70% ou 80%. Mas, seguindo a linha dos Estados Unidos, o frete pode virar uma característica do desconto — estima o diretor.

Menos problemas, cuidados redobrados
Do lado dos lojistas, Gonsales destaca que, nesta edição do dia de promoções, os problemas técnicos devem ser menores. Isso porque as lojas tiveram que se adaptar a esse tipo de venda durante a pandemia e, hoje, estão muito mais preparadas para absorver a demanda.

A atenção na hora de efetuar as compras, no entanto, ganha destaque. Lucas Vieira, gerente de produtos da Soluti, empresa de certificação digital, lembra que é preciso ir além dos cuidados anteriores à pandemia. Deve-se manter a atenção em alguns pontos, como, por exemplo, verificar se o site possui o cadeado de Certificado Digital SSL, que criptografa todas as informações inseridas pelo consumidor.

Outra dica é não entrar em promoções que venham por meio de redes sociais ou e-mails. Vieira indica que, nesses casos, se entre direto no site que enviou a oferta para verificar sua veracidade.

— É muito comum nesta época a ocorrência de ataques "fishing", que são aquelas mensagens falsas que te mandam para um site muito parecido com o verdadeiro. Então, o consumidor fornece seus dados e a pessoa que atacou acaba os pegando — justifica o gerente da Soluti, acrescentando que a manutenção de antivírus nos computadores é fundamental para garantir a segurança na hora de comprar.

Diante do “novo normal” imposto pela pandemia, outros detalhes de segurança devem ficar no radar dos consumidores, alerta Vieira. Evite usar redes públicas ou compartilhadas, como de hotéis, para efetuar as compras, por exemplo. A dica é usar os dados do celular para esses momentos. Com o teletrabalho, outro ponto importante é não utilizar computadores da empresa para realizar compras.

— A rede doméstica não tem infraestrutura de segurança e podem ocorrer ataques que criptografam o HD do computador, impossibilitando o resgate das informações — destaca Vieira.

 

Fonte: https://gauchazh.clicrbs.com.br/

Setores de papelão e de reciclagem tiveram aumento nas vendas

As mudanças dos hábitos de consumo durante a pandemia do novo coronavírus, com as pessoas em casa e comprando mais produtos pela internet aumentou a demanda por embalagens. Os impactos dessas mudanças e das restrições provocadas pelas quarentenas para reduzir a disseminação do vírus estão sendo sentidos em várias partes da cadeia de produção.

O setor de papelão chegou a registrar uma queda de 3,2% no segundo trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2019, depois de uma alta de 7,5% nos primeiros três meses de 2020. No entanto, segundo a Associação Brasileira do Papelão Ondulado (ABPO), de junho a setembro o setor se recuperou e as vendas de chapas de papelão ondulado aumentaram 15,4% em relação ao mesmo período do ano passado.

O aumento das vendas pressionou a capacidade dos fabricantes. De acordo com a ABPO, os prazos de entrega, que ficavam entre 7 e 30 dias, agora, se estendem por mais de um mês. Junto com o aumento do consumo de embalagens, houve, segundo a associação, uma redução da coleta seletiva em diversas partes do país, o que também elevou os preços do material.

Reciclagem
O reflexo dos hábitos de consumo foi percebido também na geração de resíduos. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), nos primeiros meses da quarentena foi registrada uma queda da produção de lixo de 6% em abril e de 9% em maio. Em junho, houve um ligeiro aumento (2%) dos resíduos em geral e de 30% no descarte de materiais recicláveis. Segundo o presidente da Abrelpe, Carlos Silva Filho, esse padrão tem se mantido, com um aumento de cerca de 30% no volume de material reciclável descartado.

O crescimento muito maior na utilização de materiais como plásticos e papelão está ligado, na avaliação da Abrelpe, ao maior uso de embalagens no comércio online. Filho avalia, inclusive, que esse novo padrão pode continuar nos próximos meses. “O que nós estamos observando é que esse novo padrão de consumo, que é baseado no comércio online e em entrega de alimentos pré-prontos tem permanecido. Então, acreditamos que isso pode assim ser uma constante”, disse.

Porém, devido ao fechamento de diversas unidades de triagem, em função das medidas de contenção do coronavírus, a reciclagem não foi capaz de absorver esse aumento do volume de materiais descartados nos primeiros meses de alta. Isso só começou a ser possível agora, com a retomada que, inclusive, aproveita, de acordo com Silva Filho, uma parte do potencial das centrais de reciclagem que não estava sendo utilizado antes da pandemia. “O que nós tínhamos de informação antes da pandemia é que esse setor da reciclagem estava operando de uma maneira ociosa”, diz.

Apesar disso, caso o aumento do volume de materiais recicláveis no lixo das grandes cidades se mantenha, o presidente da Abrelpe afirma que pode ser necessário investir mais no setor. “Perdurando essa situação de que haja um maior volume de recicláveis nos resíduos sólidos urbano nós precisamos de maiores investimentos no parque de reciclagem e de descentralizar esse parque, que ainda está muito concentrado nas regiões Sul e Sudeste”.

Edição: Fábio Massalli

Fonte: Agência EBC Brasil

Obrigadas a fechar as portas para evitar a disseminação do novo coronavírus, lojas do Brás e do Bom Retiro, na região central de São Paulo, perderam clientes e muitos varejistas e atacadistas ficaram sem saber o que fazer. Em reportagem do portal E-Commerce Brasil, Jean Makdissi, dirigente da Associação de Lojistas do Brás, disse que “a realidade se dividiu entre aqueles que tinham uma forma de fazer um atendimento digital e aqueles que não tinham e não estavam preparados para isso”.

Makdissi explica que as primeiras semanas de restrições provocadas pela pandemia foram um choque de realidade para todos os lojistas da região. Mas, com o tempo, quem já tinha um comércio eletrônico “começou a ter uma reação de vendas bem forte”. E quem não tinha ficou parado até perceber que a situação poderia se estender mais do que se imaginava.

Com isso, esses lojistas “começaram a reativar seus negócios aos poucos, fazendo contato via WhatsApp, inclusive vendas por meio do aplicativo”, conta o dirigente. Antes da pandemia, cerca de 10% dos lojistas tinham um e-commerce. A projeção da associação é de que esse número dobre ou até triplique.

O Instagram é outra rede social usada com frequência. Os lojistas entenderam que o e-commerce é um recurso importante, não apenas por ter sido uma salvação neste período de restrições. “Hábitos de compras estão mudando. E, com as pessoas circulando cada vez menos, o e-commerce de fato se consolida como estratégia importante para os negócios”, diz Makdissi.

Investimento que dá resultado

Quem investiu agora para ter um e-commerce, mesmo que de forma simples, não deixará de usá-lo após a pandemia. É o que afirma o dirigente. Ele acredita que as empresas que não estiverem preparadas para isso vão precisar ter outros atributos, como preços mais vantajosos e outras oportunidades em que o cliente não faça questão do e-commerce e se desloque até a região.

“Isso é muito forte no Brás. Ou seja, dizer que o e-commerce vai tomar conta e que quem não entrar no e-commerce vai morrer não é verdade. Afinal, tem espaço para tudo, mas a tendência é de que as lojas se preocupem mais com a venda online”, afirma Jean Makdissi.

O maior desafio nesta pandemia tem sido manter um faturamento capaz de pagar os custos fixos e as despesas dos lojistas. Só assim é possível evitar demissões de funcionários ou fechamento dos negócios.

Na região do Bom Retiro, assim como no Brás, a quarentena também deixou muitos lojistas preocupados. Nelson Tranquez, representante da Câmara de Dirigentes Lojistas da região, diz que o período provocou sérios transtornos. Quem trabalha com moda, como as várias confecções da região, estava em um momento de lançamento das coleções de outono e inverno, com os estoques cheios de produtos que tinham acabado de chegar. “Foi um prejuízo grande, com produtos estocados e parados”, conta.

O dirigente acrescenta que a pandemia provocou uma aceleração na busca pelo comércio eletrônico, que já era usado na região por cerca de 30% a 40% das empresas. Quem já tinha um comércio eletrônico viu as vendas online melhorarem, mas quem não estava presente em nenhuma plataforma precisou correr atrás.

“A gente aumentou muito a presença no comércio eletrônico e nas redes sociais. Então, isso foi um impulso. E os que não estavam, agora já estão”, enfatiza. “A gente sabe que isso é inexorável. Mesmo que as coisas retornem a um novo normal, o comércio eletrônico vai fazer parte da nossa vida cada vez mais. Disso, não tem como fugir”, completa.

Imagem: Reprodução

Fonte: Mercado e Consumo

Novos dados de comparação da ACI Worldwide revelaram um aumento projetado de 27% nas transações globais de comércio eletrônico durante o período de festas de outubro de 2020 a dezembro de 2020. Os dados, baseados em centenas de milhões de transações de comércio eletrônico de comerciantes globais, também projetaram um aumento de 40% nas compras online e retirada na loja (BOPIS) ou click-and-collect.

“Embora várias lojas físicas tenham fechado devido à pandemia, seus sites de e-commerce continuam disponíveis. Por outro lado, algumas lojas que reabriram não têm visto muito tráfego de pessoas devido à preocupação dos consumidores com grandes multidões. Portanto, como os consumidores passam mais tempo em casa, esperamos que o BOPIS seja o principal canal de entrega que os consumidores vão utilizar para fazerem suas compras de fim de ano”, disse Debbie Guerra, vice-presidente executiva da ACI Worldwide.

As transações globais de comércio eletrônico aumentaram 21% em setembro de 2020 em comparação com setembro de 2019, de acordo com os dados da ACI. Além disso, os fraudadores continuaram a comprar itens de maior valor, tais como tentativas de compra de produtos eletrônicos fraudulentos, cujo valor de compra aumentou em US$ 9 em 2020 em comparação com 2019.

“Esperamos que o canal de entrega BOPIS cresça tanto para os consumidores genuínos, quanto para os fraudulentos, pois os comerciantes, grandes e pequenos, continuam acrescentando isto como uma nova opção devido à pandemia”, continuou Guerra.

“O uso acelerado dos canais de pagamento digitais devido à pandemia resultou tanto em transições entre canais, como o BOPIS, quanto na eliminação das fronteiras entre os próprios canais – como o uso de dispositivos móveis e o check-out móvel dentro de lojas físicas.” Este movimento em direção ao digital abriu um caminho para expandir o alcance do mercado dos comerciantes, melhorando a experiência da trajetória de compra – mas também significa uma maior exposição à fraude, para a qual os comerciantes devem estar preparados à medida que avançamos na temporada de férias. ”

Principais conclusões:

Tendências de compra do comércio eletrônico:

Os setores que continuam a experimentar grandes aumentos nas compras em setembro incluem os games (aumento de 71%) e o varejo (aumento de 45%).
Os setores que continuam experimentando grandes diminuições nas compras em setembro incluem viagens (diminuição de 21%) e venda de passagens (diminuição de 75%).
O preço médio dos tickets de compras genuínas caiu US$ 26 em 2020 em comparação com 2019.
O volume de compras aumentou YoY em todas as regiões, impulsionado por itens de volta às aulas, tais como roupas, conteúdo de aprendizagem online, artigos de papelaria, eletrônicos e DIY.

Tendências de fraude:

O valor transacional das tentativas de fraude aumentou 0,4% em setembro, impulsionado pelas compras de eletrônicos, sendo a compra online com coleta na loja o canal de escolha dos fraudadores.
Impulsionado pelo setor de eletrônicos, o preço médio dos ingressos para tentativas de fraude aumentou em US$ 9 no período de janeiro a setembro de 2020, em comparação com o mesmo período em 2019.
Os estornos sem fraude aumentaram 12% em setembro de 2020 em comparação com setembro de 2019; isto tem aumentado a uma taxa decrescente com base nos meses entre março e julho (como os estornos levam aproximadamente 45 dias para serem processados, os dados completos mais atuais são de agosto de 2020).

Fonte: Mercado e Consumo

Isolamento social fará US$ 7,5 bilhões em vendas migrarem para canais digitais este ano no Brasil

As restrições de circulação impostas pela pandemia vão fazer com que US$ 7,57 bilhões em vendas migrem este ano do varejo tradicional para o comércio eletrônico no Brasil. A estimativa é da consultoria Euromonitor International, que enxerga um avanço na participação do comércio eletrônico no faturamento total do varejo. A expectativa é de que essa fatia atinja um patamar de 12%, contra uma participação de 8% em 2019.

“É uma realocação de recursos”, resume Marcel Motta, diretor-geral da Euromonitor no Brasil. que projeta retração de US$ 6,2 bilhões no volume de vendas do varejo brasileiro como um todo, na comparação entre 2020 e 2019. O montante leva em consideração uma taxa de câmbio fixa, a valores constantes de 2019. Em termos percentuais, o tombo previsto para o varejo nacional é de 6,5%.

No extremo oposto, o comércio eletrônico no país deve movimentar US$ 27,6 bilhões este ano, o que significará um aumento de 45% no faturamento.

Fonte: Valor Investe

O banco revisou suas estimativas para o e-commerce brasileiro e projeta crescimento de 53% em 2020, ante 43% das projeções anteriores

Para o Goldman Sachs, a retomada das operações nas lojas físicas e as menores restrições à mobilidade devem representar uma desaceleração “apenas marginal” para o comércio eletrônico no terceiro trimestre deste ano. O banco revisou suas estimativas para o e-commerce brasileiro e projeta crescimento de 53% em 2020, ante 43% das projeções anteriores,o que representa participação de 11% em todo o varejo do país.
De acordo com relatório divulgado nesta quarta-feira (21), os dados de aplicativos das varejistas caminham para uma aceleração de 84% no número de downloads, após passarem quatro semanas em alta de 64%. “Essa aceleração pode sugerir um desvio da consistente tendência de desaceleração observada nos meses de julho a setembro”, afirmam os analistas.

O aplicativo Americanas, da B2W, registrou uma aceleração nas duas últimas semanas, enquanto o aplicativo do Mercado Livre teve taxas de crescimento “voláteis” e se tornou o terceiro da categoria mais baixado neste ano, ultrapassando Casas Bahia, da Via Varejo.

Prime Day
Já os apps da Amazon e do Magazine Luiza se destacaram no final de semana de 11 de outubro. Para o Goldman Sachs, o app da Amazon se beneficiou da temporada de promoções do Prime Day, enquanto o Magalu trabalhava com uma base de comparação mais baixa.

Apps de beleza
Segundo estimativas do Goldman Sachs, os downloads de aplicativos do segmento de beleza estão voláteis, com crescimento de 111% entre 28 de setembro e 11 de outubro. Um exemplo é o aplicativo do Boticário, que “seguiu uma tendência similarmente volátil com um crescimento relativo muito mais lento”, apesar de ter avançado mais de 100%. Já o aplicativo da Natura mantém patamar estável, enquanto o da Raia Drogasil segue em queda após atingir um pico de downloads em agosto.

Moda
No vestuário de moda, a C&A Brasil possui o aplicativo mais baixado no último ano, mas registrou desaceleração na última semana, de 512% para 412% de alta. As Lojas Renner “permanecem voláteis, com tendências inconsistentes”.

Fonte: Valor Econômico